Central Music: Caso New Hit: polêmica com a banda e fãs divide opiniões

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Caso New Hit: polêmica com a banda e fãs divide opiniões


Há quem condene o suposto crime, assim como existem pessoas que colocam a culpa nas jovens que garantem terem sido estupradas pelos integrantes
Nove integrantes da banda de pagode New Hit são acusados de estuprar duas adolescentes de 16 anos, na cidade de Ruy Barbosa, localizada a 308 km de Salvador, na madrugada do último domingo (26). As jovens afirmaram que, depois do show, foram ao ônibus da banda pedir autógrafos e foram violentadas no banheiro do veículo.
O caso tem levantado discussões sobre o comportamento dos músicos e das jovens nas redes sociais. Há quem condene veementemente o suposto crime, assim como existem pessoas que culpam as jovens pelo que supostamente aconteceu, devido ao possível traje ou comportamento mais ousado.
O suposto estupro foi discutido nos comentários da página do iBahia no Facebook. Segundo uma internauta, “ela sao umas safadas queriam era dar mesmo e eles foram burros por darem trela par menores de idade”(sic). Outra postou: “”Elas procuraram isso” Oi?? Que asneira! Nem que estivessem nuas e sozinhas com eles poderiam ser estupradas!”.
Internautas discutiram o caso nas redes socias
Já outra internauta ponderou. “Se ocorreu de fato o estupro n tem justificativa. Mas dizer q essas meninas facilitam p essas coisas acontecerem, isso é fato. Perderam a vergonha, n tem mais nenhum pudor nem respeito a si próprias. Como podem exigir respeito dos outros? São uns vagabundos realmente, mas as mulheres precisam se respeitar mais!”(sic), publicou.
Para o educador social Eduardo Lubisco, a forma de se vestir, em qualquer idade, é uma maneira de se identificar com um grupo e varia em relação à idade, classe social ou relegião. Ele não considera que o uso de blusas ou shorts mais curtos seja uma exclusividade das classes mais baixas. Estes trajes podem ser vistos em um passeio no shopping, utilizados por adolescentes pertencentes a outra classe social, com tops, minissaias, que expõem o corpo tanto quanto as roupas vestidas por jovens da classe baixa.
“Porém, em nenhum desses casos, a roupa é um convite. Esta é uma leitura que mostra a educação machista e falocêntrica. Nada justifica a violência sexual”, afirma Lubisco. Ele ressalta que o caso envolve menores de idade e a fragilidade diante de um ídolo. Caso seja comprovado o crime de estupro, “os músicos não só se aproveitaram desta posição de ídolo, de quem é admirado, como também envolveu a questão da força e do desrespeito à condição feminina”, opina o educador social.
Os acusados negaram ter cometido o crime em depoimento. “Eles disseram que houve a relação com as jovens, mas foi consensual” disse Marcelo Cavalcante, titular da delegacia de Ruy Barbosa, em entrevista ao Correio24horas no último domingo.
O estupro na lei
O advogado criminalista Hedler Andrade explica que, quando a vítima de um estupro tem menos de 14 anos, ela é considerada vulnerável, caracterizando o crime como estupro de vulnerável. No caso de pessoas maiores de 14 anos, a vítima deve provar que a conjunção carnal ocorreu sem o seu consentimento, sendo imposta por violência ou grave ameaça. Caso seja comprovado que não houve consentimento, o ato é considerado estupro. Se houve anuência, a relação sexual não é caracterizada um estupro.
A pena para o crime de estupro, de acordo com Andrade, é de seis a dez anos de reclusão e ainda há situações que podem agravá-la. Se houver lesão corporal grave ou apenas o fato de a vítima ser menor de 18 e maior de 14 anos, a pena de reclusão aumenta para oito a 12 anos.
Fonte: Portal da Folia
Matéria original: iBahia

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