Testemunhas afirmam que porta de saída da boate foi trancada por seguranças
A tragédia que atingiu a boate Kiss, na madrugada deste domingo (27), considerado o segundo maior incêndio com vítimas do Brasil, pode ter sido intensificada pela ação de alguns funcionários que trabalhavam no local.
De acordo com relato de testemunhas e sobreviventes, alguns dos seguranças teriam tentado impedir a saída das pessoas. Os jovens afirmaram que os funcionários chegaram a trancar as portas por entender que o grande fluxo de jovens tentando escapar teria como objetivo sair sem pagar. Os proprietários da boate não foram localizados para explicar se o fato ocorreu.
Segundo o capitão da Brigada Militar (BM) Edi Paulo Garcia, a boate Kiss teria apenas uma saída. De acordo com Garcia, 90% dos corpos estariam nos dois banheiros da boate – um feminino e outro masculino. O local tem apenas uma porta de saída e muitas vítimas entraram no banheiro pensando que cruzavam a porta de emergência para a rua. Ainda conforme Garcia, aqueles que não morreram pelo fogo, foram vítimas de asfixia (em função da forte fumaça) ou foram pisoteados.
O incêndio teria começado dez minutos após a apresentação da segunda banda, quando um integrante acendeu um pequeno artifício de fogo. Três minutos depois, a faísca atingiu o revestimento acústico de isopor do teto, espalhando o fogo em instantes.
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